Matérias

VIDA EXECUTIVA: Como respirar PRODUTIVIDADE

Escrito por Maria Silvia

A proposta deste post é abordarmos a PRODUTIVIDADE CORPORATIVA de um ponto intangível, do qual não se consegue medir pela equação EBITDA*.

Vamos falar daquela PRODUTIVIDADE que pode ser elevada, tanto melhor e mais sabiamente utilizarmos nossos recursos humanos e, aqui, não estamos falando de um departamento mas de nossos recursos emocionais.

Tomando a liberdade de trazer um “conceito tamanho único”, o qual cabe em todas as situações e contextos:

PRODUTIVIDADE, pode significar a relação entre os meios empregados para produzir e os recursos utilizados. Quanto melhor a relação, mais eficiente. É por isso que a produtividade é o objetivo final de quem deseja ter sucesso e conseguir melhores resultados.(www.significadosbr.com.br/produtividade).

Confesse: Vc já quis pular no pescoço de alguém, durante uma reunião.

Abaixo, vamos considerar uma cena fictícia, hipotética… bem fantasia:

. A reunião prévia ao encontro executivo para fechamento de trimestre. Aquela reunião prévia, super “tranquila” na qual são definidas as informações que irão expor o cenário atual, justificar variações e trazer as expectativas para os futuros trimestres do exercício. Aquela reunião em que os dados da área X devem estar congruentes com os da área Y e, bem… como isto é uma ficção, podemos fantasiar que as informações não batem e que os envolvidos entram numa espiral desgastante de tentar justificar e/ou defender exaustivamente qual número está correto.. e por aí adiante.

O foco desta abordagem vai para a forma como os indivíduos envolvidos reagem à situação. Geralmente, o equívoco bate como um soco na boca do estômago, faz uma rota direta ao seu sistema límbico e pode ocorrer, na maioria dos casos, o sequestro emocional da amígdala, gerando uma reação impulsiva e desastrosa. Esse fenômeno é muito bem abordado por Daniel Goleman, o qual resumidamente explica: “As emoções negativas intensas consomem toda a atenção do indivíduo, impedindo qualquer tentativa de atender a outra coisa.” Sabe aquele comentário, pós-reunião, de que:”-Fulano só faltou pular no pescoço do Beltrano”? Então… esse.

E o que isso tem a ver com MINDFULNESS e/ou com PRODUTIVIDADE? – TUDO.

A ilustração da cena “fictícia” sugerida logo mais acima traz um exemplo pontual, mas esse fenômeno (sequestro da amígdala) pode ocorrer várias vezes ao dia e nem precisa ser numa reunião. Outras situações corriqueiras: no trânsito, na leitura rotineira dos emails, na divergência de opiniões durante hora do almoço etc… Todas as vezes que ocorre, traz o desgaste emocional para o(s) indivíduo(s) e erosão nas relações interpessoais, a famosa QUEBRA DE PONTES. Essas lacunas ou desvios no decorrer do percurso forçam um caminho mais longo e tortuoso para as soluções de situações, na maioria das vezes, simples.

Queda na produtividade da reunião. Queda na produtividade das pessoas. Sem falar no “climão”, né?

Acredite,,, eu já estive exatamente aí.

Esses desgastes geram um prejuízo silencioso nas corporações. Algumas vezes, podem ser identificados pela medição de tempo entre a identificação de um problema e sua efetiva solução, ou pelas estatísticas do nível de sinistralidade no plano de saúde ou pelo absenteísmo etc.

Essas reações não escolhem nível hierárquico, classe social ou tipo de função. Quando abordamos os principais executivos da empresa, estamos tratando dos indivíduos com a responsabilidade de definir a rota da nau. São seres humanos, com reações humanas e todo o peso dos riscos associados a aspectos que podem estar ou não sob seus controles.

Como o MINDFULNESS atuaria na saia justa da reunião?

Bem, pra início de conversa, a saia justa não ocorreria da forma como foi descrita. Quando se pratica MINDFULNESS, e se alcança uma auto-percepção, o respeito ao outro e o consenso na busca de esclarecimento prevalecem. Além disso, o MINDFULNESS não atua na situação, mas na inteligência emocional das pessoas envolvidas, favorecendo uma inteligência social. O rápido foco na respiração e a auto-percepção, operam resultados fantásticos.

Outro ponto bem importante: um grupo com executivos praticantes de MINDFULNESS, muito provavelmente, não chegariam numa reunião desse porte e relevância com dados desencontrados. Já teriam equacionado a “melhor fonte” de dados, antes da reunião. Essa melhoria contínua na simplificação “de fazer o mais simples”, é o caminho ideal para a verdadeira PRODUTIVIDADE.

Esse Nirvana Corporativo se alcança com a prática constante, a despeito de eventual (e inicial) ceticismo de um ou outro participante do grupo executivo. O ceticismo cai por terra em curto prazo, visto que os efeitos positivos refletem na postura do executivo dentro e fora da empresa.

Este texto foi inspirado em minha própria vivência e participação no Workshop LIDERAR COM PRESENÇA, da empresa ECOSOCIAL. Recomendo.

Maria Silvia Martos Pompeu – Coaching, Facilitadora Mindfulness, Terapeuta Reiki

Whats: 15 99607 0088, email: silvia.martos9@gmail.com

(*) EBITDA é a sigla para “Earnings Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization” (“Ganhos Antes de Taas, Juros, Depreciação e Amortização”, em tradução livre). É uma taxa que considera a capacidade da operação de um negócio para gerar recursos, sem levar em consideração carga tributária, juros de empréstimos ou renda passiva. Para isso, somam-se os ganhos e dele deduzem-se os custos operacionais.

Sobre o autor

Maria Silvia

Deixe um Comentário